sábado, 7 de maio de 2011

Método

Transcrevo um posicionamento do Prof. João Batista Freire, retirado se seu blog (http://blog.cev.org.br/joaofreire/page/2/):
Se alguém souber, diga-me. Mesmo sem saber, arrisco uns comentários. Dias atrás escrevi aqui sobre as crianças quererem jogar futebol o tempo todo. Eu dizia que, se elas querem isso, vamos começar com isso. Seria um bom ponto de partida. Fazer uma opção desse tipo é metódico. Traçamos um caminho, mas esse caminho poderia ser outro; por exemplo, recusar às crianças o futebol e começar por aquilo que está no nosso plano, impondo-o. Porém, igualmente estamos sendo metódicos quando definimos que o início do programa será considerar aquilo que nossos alunos sabem fazer e querem fazer, gostam de fazer. Identificamos que nossos alunos gostam de futebol e querem jogar futebol. De nossa parte, reconhecemos as virtudes das brincadeiras de futebol e planejamos ensinar diversas coisas como noções de espaço e tempo, cooperação, conhecimento do próprio corpo, desenvolvimento moral, etc. As brincadeiras de futebol nos serviriam? Claro que sim. Portanto, delineia-se um método: começaremos por aquilo que os alunos querem e sabem, no caso, o futebol. Podemos ensinar a cooperar brincando de futebol? Sim, porque são brincadeiras coletivas. Podemos promover o desenvolvimento moral? Sim, porque as crianças vão discutir, vão se sentir, aqui e ali, injustiçadas, vão reclamar. Nesses momentos discutiremos os problemas com elas e definiremos regras em conjunto. Podemos trabalhar o desenvolvimento da agilidade? Claro, porque as brincadeiras que adotarmos para ensinar o futebol podem exigir níveis elevados de agilidade. E assim por diante. Ou seja, dessa forma definimos um caminho, um modo de trabalhar, traçamos um plano. Esse plano tem uma lógica, é econômico, fazemos atalhos, pensamos na eficácia, numa boa relação custo-benefício. Temos, à mão, um método.
Abraços,
Profa. Rosângela

2 comentários:

  1. Se temos objetivos a alcançar...o método usado é apenas um caminho a percorrer.

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  2. Percebe-se, que o que falta realmete na educação física escolar é essa utilização do método na qual João Batista diz tanto, sendo o método um grande caminho para que haja uma mudança no ensino.

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